Já amei muito, amei tanto que pensei que nunca mais iria amar como antes. A ferida foi aberta por alguém que não quis mais receber e contribuir com amor. A ferida foi tão grande que pensei que nunca mais pudesse ser cicatrizada. De tudo, eu não estava errada. A ferida foi fechando bem aos pouquinhos, à duras penas ao longo de muitos anos, como um fardo a ser carregado por algo que eu mal sabia; ou não conseguia compreender. Isso tudo, ou seja, relembrar todo este processo me faz mal, sinto-me como me teletransportando para aqueles tempos difíceis que gostaria de não ter experimentado. Apesar de, lá fundo, bem lá no fundo, ter achado essa experiência importante para a mulher que sou hoje. Vivências traumáticas, se assim podemos dizer, a meu ver, são difíceis de digerir. Invejo aquelas pessoas que conseguem com a dor do amor perdido sacudir a poeira e dar a volta por cima. Sofro, me arrasto, lamento e o pessimismo toma conta de mim como um heterônimo de Pessoa. E sempre firme, como dona de mim e tendo controle dos meus próprios sentimentos, digo que não quero mais aquilo. Aquilo que me fez mal: a dor de amar. Tola que sou, imatura que sou, criei uma blindagem para me enganar. Mal sabia que era como uma peneira onde qualquer cisco era facilmente penetrável.
Bom, chegou aos poucos um menino, simples, de fala baixa e pausada, de uma sensatez de poucos, munido com poesias e ombro amigo rompendo todos os limites impostos por mim. Resisti a tudo aquilo, como resistir! Todas as lembranças ruins me faziam negar qualquer tipo de abertura para o carinho e o amor. Parecia que havia me tornado uma pessoa amarga, seca, sem aptidão para amar e deixar ser amada. Em um passe de mágica, a flor murcha que eu havia me tornado, floresceu! Como numa valsa, rodopiei desenfreadamente pelo salão, vivenciando o deleite do amor correspondido. E queria que isso fosse eterno... Ledo engano, esqueci que as vivências passadas não havia desaparecido como um passe de mágica. A valsa não é eterna e os rodopios tampouco. Acho que o amor na minha vida é algo passageiro, cíclico. A dor, por sua vez, é o pior remédio para estes tempos sem amor. Logo, os dois caminham de mãos dadas e eu...não sei. Um dia aprendo a me colocar entre os dois.
Bom, chegou aos poucos um menino, simples, de fala baixa e pausada, de uma sensatez de poucos, munido com poesias e ombro amigo rompendo todos os limites impostos por mim. Resisti a tudo aquilo, como resistir! Todas as lembranças ruins me faziam negar qualquer tipo de abertura para o carinho e o amor. Parecia que havia me tornado uma pessoa amarga, seca, sem aptidão para amar e deixar ser amada. Em um passe de mágica, a flor murcha que eu havia me tornado, floresceu! Como numa valsa, rodopiei desenfreadamente pelo salão, vivenciando o deleite do amor correspondido. E queria que isso fosse eterno... Ledo engano, esqueci que as vivências passadas não havia desaparecido como um passe de mágica. A valsa não é eterna e os rodopios tampouco. Acho que o amor na minha vida é algo passageiro, cíclico. A dor, por sua vez, é o pior remédio para estes tempos sem amor. Logo, os dois caminham de mãos dadas e eu...não sei. Um dia aprendo a me colocar entre os dois.
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