Em uma sociedade onde a violência está contida em todos os níveis socais, a repressão seria, de forma metafórica, um de seus tentáculos. A palavra de seria: conter a violência com mais violência - eis a máxima da repressão. As capitais brasileiras, aí destaco as nossas zonas periféricas, vivem cotidianamente um espetáculo banhada à sangue. Sem citar protagonistas, mas destacando a participação (nada especial) da polícia militar com a sua truculência de praxe. Em relação a isso, tudo que eu disser aqui será apenas um prognóstico. A tentativa de manter as classes médias e abastadas distante dessa realidade, faz com que se criem políticas públicas dedicadas a "levar a paz" para aquelas comunidades a todo custo. A paz que eles julgam ser a necessária para aqueles cidadãos. O curioso: sem pedir licença, sem qualquer tipo de levantamento com a população; o fazem arbitrariamente. Simplesmente por que assim o querem. Ao tocar neste ponto não há como não nos remeter as UPP's cariocas. Motivo de orgulho do governador e prefeito! Devem pensar orgulhosamente: é tudo nosso!
O que eu vi, em uma das coberturas cinematográficas realizadas pela rede Globo, foi bastante repressão e rostos locais marcados pela angústia e receio de tanta truculência. Tanques, caveirões, barricadas, revistas de quem entra e sai da comunidade davam o tom do medo e imposição pela força do poder público. De tudo, nunca havia pensado para além dos que os jornais divulgam sobre estes episódios. Fatos tão corriqueiros daqueles loci passavam desapercebidos de mim. Como ficaria a cultura daquela galera? O funk, enquanto movimento muitas vezes atrelado ao tráfico, ficaria imune as UPP's?
Eis que este assunto foi tratado pelo fotógrafo francês Vincent Rosenblatt em entrevista ao (sempre bom) Catraca Livre. Rosenblatt desenvolve um projeto mega interessante, cujo objetivo é retratar os bailes funks da periferia carioca; chamado "Rio baile funk! Favela Rap". Entre perguntas e respostas, podemos submergir na cultura do funk e refletir alguns aspectos que não são tão explícitos aos que estão de fora; como eu.
E você que criminaliza o funk, dá uma olhadinha na entrevista: https://catracalivre.com.br/geral/design-urbanidade/indicacao/fotografo-frances-registrou-mais-de-400-bailes-e-mostra-o-funk-como-voce-nunca-viu-leia-entrevista/
Bom, que a favela possa dar um grito de liberdade e que o pobre seja tratado com dignidade, sem este vandalismo proporcionado pelo Estado, reprimindo seu ir e vir, sua música, seu baile, sua rima, seu som...
O que eu vi, em uma das coberturas cinematográficas realizadas pela rede Globo, foi bastante repressão e rostos locais marcados pela angústia e receio de tanta truculência. Tanques, caveirões, barricadas, revistas de quem entra e sai da comunidade davam o tom do medo e imposição pela força do poder público. De tudo, nunca havia pensado para além dos que os jornais divulgam sobre estes episódios. Fatos tão corriqueiros daqueles loci passavam desapercebidos de mim. Como ficaria a cultura daquela galera? O funk, enquanto movimento muitas vezes atrelado ao tráfico, ficaria imune as UPP's?
Eis que este assunto foi tratado pelo fotógrafo francês Vincent Rosenblatt em entrevista ao (sempre bom) Catraca Livre. Rosenblatt desenvolve um projeto mega interessante, cujo objetivo é retratar os bailes funks da periferia carioca; chamado "Rio baile funk! Favela Rap". Entre perguntas e respostas, podemos submergir na cultura do funk e refletir alguns aspectos que não são tão explícitos aos que estão de fora; como eu.
E você que criminaliza o funk, dá uma olhadinha na entrevista: https://catracalivre.com.br/geral/design-urbanidade/indicacao/fotografo-frances-registrou-mais-de-400-bailes-e-mostra-o-funk-como-voce-nunca-viu-leia-entrevista/
Bom, que a favela possa dar um grito de liberdade e que o pobre seja tratado com dignidade, sem este vandalismo proporcionado pelo Estado, reprimindo seu ir e vir, sua música, seu baile, sua rima, seu som...
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